terça-feira, 17 de dezembro de 2013

uma parte de

Em 2013, eu me perdi de mim. E isso ocorreu da forma mais dolorida e exaustiva do que qualquer outra situação parecida na minha vida. Eu também perdi ou deixei de viver ou não sei como descrever, mas, aprendi a viver sem um grande amor. E, de verdade, isso é aprender a viver sem uma parte de você: uma das melhores. Porém, também me completei de outras formas. Além disso, tive uma grande decepção com uma pessoa que eu estimava muito; e que, aliás, foi o ponto de partida do desmoronamento de mim. 

Foram tantas contingências aversivas simultâneas que eu não consegui suportar. Ver-me aqui hoje, tão serena, me faz perceber como eu sou feita de efemeridade. E gostar disso depende do momento agora, que muda, e como muda, durante todos os agoras que eu já vivi e vivo. 

It's like... Eu me perdi do meu emprego, do meu amor, dos meus amigos e dos meus  prazeres. E como a Severina e a Marilícia me ensinaram: fui a zero, e fui. Chega a ser insuportável essa contiguidade do aprendizado sobre Psicologia com a minha própria vida. Era a Camila me ensinando o poder coercitivo e aversivo dos reforçadores negativos, era a Marilícia mostrando uma Psicologia Social que defendia a metamoforse e o movimento dialético para a identidade de um ser humano. Fazer síntese dói, cara. Olhar e enxergar a sua própria confusão dói mais do que não poder compreendê-la. Mas, como sempre, vivemos um processo e ele todo é necessário.

Morri pelo meio de setembro ou outubro. Nasci de novo e com 20 anos. Estou em dezembro, com novos agoras, e, principalmente, um novo eu. Com isso, em 2013, eu também encontrei um novo eu. E foi isso que eu havia pedido no fim de 2012. Eu não sei se fico grata ou triste pelo pedido atendido. E, por fim, um pensamento: tenham cuidado com o que desejam.

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