segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

tchau, 2013

E aí eu disse: As coisas não estão bem.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

E se eu dissesse que existe céu no mar da sua boca
as ruivas da Central ignorariam
os policiais reprimiriam
e você
o quê

Quem é você que se esconde atrás da chuva
eu quero ser o som do trovão
e as luzes
que iluminam as avenidas solares

Os transeuntes vem e vão
você não.

Cada coisa em seu lugar

Bocado de palavra ali
aqui dentro também
alguns sorrisos desmedidos
timidez
traquilidade

Virei serena
tiraram fotografia dos meus cílios
e das minhas sardas
falei, para

Continuaram.

Continuaremos.

E como o Tiago disse,
e nada como um dia após o outro.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Ser livre assim dói

A conta da luz taí. O cartão do banco ainda não chegou. Entrei em casa e a louça não estava lavada. E inda sim gosto de estar assim. Eu comigo. O moço-Castello ali canta. Entoa minha vida nos vocábulos. E dói. Hoje e sempre. Ele diz que preciso amar atenta, mas eu só sei desatenta. Eu tropeço em mim e nos aspectos dos nós que não existem. Tão bem amarrados. Não há por quê amar. E é exatamente por isso que amo. Eu só. Eu, só. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013


Vem cá, que eu tô doida pra te encher de beijo, menina!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

uma parte de

Em 2013, eu me perdi de mim. E isso ocorreu da forma mais dolorida e exaustiva do que qualquer outra situação parecida na minha vida. Eu também perdi ou deixei de viver ou não sei como descrever, mas, aprendi a viver sem um grande amor. E, de verdade, isso é aprender a viver sem uma parte de você: uma das melhores. Porém, também me completei de outras formas. Além disso, tive uma grande decepção com uma pessoa que eu estimava muito; e que, aliás, foi o ponto de partida do desmoronamento de mim. 

Foram tantas contingências aversivas simultâneas que eu não consegui suportar. Ver-me aqui hoje, tão serena, me faz perceber como eu sou feita de efemeridade. E gostar disso depende do momento agora, que muda, e como muda, durante todos os agoras que eu já vivi e vivo. 

It's like... Eu me perdi do meu emprego, do meu amor, dos meus amigos e dos meus  prazeres. E como a Severina e a Marilícia me ensinaram: fui a zero, e fui. Chega a ser insuportável essa contiguidade do aprendizado sobre Psicologia com a minha própria vida. Era a Camila me ensinando o poder coercitivo e aversivo dos reforçadores negativos, era a Marilícia mostrando uma Psicologia Social que defendia a metamoforse e o movimento dialético para a identidade de um ser humano. Fazer síntese dói, cara. Olhar e enxergar a sua própria confusão dói mais do que não poder compreendê-la. Mas, como sempre, vivemos um processo e ele todo é necessário.

Morri pelo meio de setembro ou outubro. Nasci de novo e com 20 anos. Estou em dezembro, com novos agoras, e, principalmente, um novo eu. Com isso, em 2013, eu também encontrei um novo eu. E foi isso que eu havia pedido no fim de 2012. Eu não sei se fico grata ou triste pelo pedido atendido. E, por fim, um pensamento: tenham cuidado com o que desejam.

Outra

E eu não sabia ao certo se estávamos indo ou voltando. Esse vai e vem de ondas, que não eram as do mar, talvez fossem as eletromagnéticas, poderiam querer dizer alguma coisa. Pausa. Uma nova síntese. É isso. Não há nada a dizer. As ondas estão vazias. Elas não têm significado algum.

Entendi.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013